O governador João Azevêdo (PSB) afirmou, nesta segunda-feira (2), que o reajuste linear de 10% anunciado para os servidores estaduais só foi possível devido à condição fiscal equilibrada da Paraíba. A declaração foi feita durante o programa Conversa com o Governador, na Rádio Tabajara.
Segundo ele, o aumento, que equivale ao dobro da inflação de 2025, foi definido após “muito esforço e cálculo”, com base na capacidade real de pagamento do Estado. “O mais importante não é apenas anunciar reajuste, é garantir que ele seja pago. Não teria sentido anunciar números que não possam ser honrados”, disse.
O governador destacou que o reajuste será aplicado de forma linear a todas as categorias, além da atualização do salário mínimo estadual, fixado em R$ 1.621,00, conforme o valor nacional.
Segurança pública e magistério
João Azevêdo detalhou ainda medidas específicas para algumas categorias, como as forças de segurança. Segundo ele, a gratificação da produtividade, que antes não era incorporada aos vencimentos dos militares da reserva, agora será incorporada, somando-se ao reajuste de 10%.
Também foi feito um ajuste nas tabelas salariais dos praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, com o objetivo de reduzir a diferença entre os salários de soldados e coronéis. A Polícia Civil, segundo o governador, também terá reajustes complementares voltados à equipe de apoio técnico e à área investigativa.
Na educação, o chefe do Executivo afirmou que o reajuste de 10% supera o índice nacional de 5,4% estabelecido pelo Governo Federal. A atualização será aplicada em toda a tabela do grupo ocupacional, e não apenas no topo da carreira.
Outro ponto citado foi o reajuste dos professores contratados por excepcional interesse público. Eles passarão a receber o piso nacional da categoria, de R$ 3.847,97, referente à jornada de 30 horas, substituindo o salário mínimo que era pago anteriormente.
Impacto orçamentário
As medidas, conforme o governador, representam um impacto superior a R$ 1 bilhão na folha de pagamento em 2026. Apesar disso, João Azevêdo afirmou que o Estado está preparado para absorver esse custo, graças à gestão fiscal dos últimos anos.