Janeiro terminou e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ainda não conseguiu concretizar o desejo de fechar um segundo nome para o Senado na chapa encabeçada pelo prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo do Estado.
Desde pelo menos outubro, Veneziano tem relatado prejuízos com a ausência desse nome, especialmente diante dos avanços do pré-candidato Nabor Wanderley (Republicanos), prefeito de Patos.
Nabor conquistou, em janeiro, apoios importantes, como o do deputado estadual licenciado Fábio Ramalho, atual chefe de gabinete do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil).
Na semana passada, para surpresa de aliados de Veneziano, o deputado federal Mersinho Lucena — filho do prefeito Cícero Lucena — cumpriu agenda com Nabor Wanderley durante a entrega de um veículo à Prefeitura de Patos.
Com o virtual favoritismo do governador João Azevêdo (PSB) por uma das duas vagas ao Senado, Veneziano e Nabor têm rivalizado intensamente durante a pré-campanha.
O senador chegou a dizer que o adversário era um desconhecido para o presidente Lula (PT), enquanto o filho de Nabor, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), classificou as declarações de Veneziano como “desespero”.
Desde o ano passado, Veneziano aguarda a resposta de um convite feito ao padre Fabrício para disputar o Senado. A resposta, no entanto, ainda não foi dada.