Uma reunião marcada para esta quarta-feira (28), na Câmara Municipal de Campina Grande, deve tratar da ameaça de paralisação dos hospitais privados e filantrópicos que atuam na rede complementar do SUS. As unidades alegam atrasos nos repasses financeiros por parte da Prefeitura e anunciaram a suspensão dos serviços a partir do dia 1º de fevereiro, caso a situação não seja resolvida.
O presidente da Câmara, vereador Saulo Germano (Podemos), informou que o secretário de Finanças do município, Gustavo Braga, se comprometeu a comparecer à reunião. A expectativa é que ele apresente esclarecimentos e propostas para regularizar os pagamentos.
“Estamos em contato com o prefeito (Bruno Cunha Lima) para nos reunirmos agora à tarde e já vir com alguma resposta para que possa ser resolvida a situação”, afirmou Saulo Germano. Segundo ele, a Câmara está mobilizada para contribuir com uma solução. “Estamos aqui unidos, os 23 vereadores e vereadoras, para que, junto com a gestão, a solução seja dada.”
Saulo destacou que a situação é grave e pode provocar um colapso no sistema de saúde. “O caos será grande, mas acredito em Deus que não vai acontecer. Campina não merece isso”, afirmou.
De acordo com Saulo Germano, já existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura e o Ministério Público desde março de 2025, que previa a regularização dos pagamentos, mas o acordo não foi cumprido. “Mas nós temos que acreditar. Depois da conversa é que teremos a resposta”, disse o vereador.
As instituições alegam que há débitos em aberto desde o ano passado e que a situação inviabiliza a manutenção de serviços essenciais, como oncologia, hemodiálise e cirurgias. O presidente da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), Derlópidas Neves, afirmou que os hospitais chegaram “ao fundo do poço” e já notificaram o Ministério Público da Paraíba.