João Azevêdo está tão bem avaliado como gestor que até os adversários têm dificuldade de criticá-lo. O ponto mais citado por quem não vota com o governador não é a falta de obras, de investimentos ou de serviços prestados à população. A crítica mais frequente tem sido seu “trato político”.
A declaração mais recente veio do prefeito de Caldas Brandão, Fábio Rolim (MDB), que afirmou que não apoiará João para o Senado, mas reconheceu: “João Azevêdo, enquanto administrador, é ímpar. Foi um excelente gestor. Nós estamos vivendo um momento extraordinário para a Paraíba”. O porém veio em seguida: “Mas, em termos de político, nota zero”.
A fala de Fábio Rolim repete a mesma linha adotada pelo deputado Felipe Leitão (MDB), que se queixou que João não dá aconchego a classe política, mas reconhece como o melhor gestor da história.
O discurso comum entre opositores tem sido o de que João não envia mensagens, não sorri em reuniões, não se dedica a cultivar relações políticas e há quem se queixe de ele não tomar uma cachacinha no fim de semana – ainda que entregue resultados concretos nos municípios, como obras, convênios e investimentos.
Cabe aqui lembrar que um dos candidatos da oposição ao governo, prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), defende a continuidade do modelo administrativo do governador.
Para o eleitor comum, soa como um elogio. E é. Certamente, o grande ativo de João Azevêdo rumo ao Senado.