A menos de 10 meses das eleições, Cícero, Efraim e Lucas já mostram as cartas da campanha

Faltando menos de 10 meses para a disputa pelo Governo da Paraíba, as estratégias dos principais pré-candidatos começam a se tornar claras
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Cícero Lucena, Lucas Ribeiro e Efraim Filho são pré-candidatos ao Governo da Paraíba (Foto: Facebook Cícero, Lucas e Efraim)

Faltando menos de 10 meses para a disputa pelo Governo da Paraíba, as estratégias dos principais pré-candidatos começam a se tornar claras.

O vice-governador Lucas Ribeiro (PP) vai defender a continuidade do modelo de gestão dos últimos oito anos, sob o comando do governador João Azevêdo (PSB).

Lucas já segue a mesma linha adotada por João, ao propor uma comparação direta entre a gestão estadual e a da Prefeitura de João Pessoa, comandada por Cícero Lucena (MDB), que também é pré-candidato ao Governo do Estado.

João Azevêdo já havia feito essa proposta de comparação anteriormente. E nesta segunda-feira (19), durante a entrega do Palácio dos Despachos, Lucas reforçou esse discurso, colocando lado a lado os dois modelos administrativos, o que defende como bem-sucedido sob João Azevêdo, e o de Cícero Lucena, seu ex-aliado.

Por outro lado, Cícero e seus aliados adotam uma estratégia de desconstrução da imagem de Lucas, tentando colar a narrativa de que o vice-governador seria apenas uma figura controlada por sua família, especialmente pelo tio, deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), e pela mãe, a senadora Daniella Ribeiro (PP). A imagem que se tenta atribuir a Lucas é a de quem não terá autonomia real.

Já o senador Efraim Filho (União Brasil) terá o discurso de oposição raiz. Ele tenta se diferenciar de Cícero, adotando o tom de quem fez oposição sistemática a João Azevêdo nos últimos quatro anos, diferente do prefeito que esteve com o governador até setembro de 2025.

Efraim deve investir tanto na crítica à atual gestão estadual – buscando fragilizar Lucas Ribeiro – quanto na desconstrução de Cícero Lucena.

Neste segundo caso, Efraim já explora os desdobramentos da operação “Território Livre”, realizada durante o ano eleitoral de 2024, quando surgiram suspeitas de influência do tráfico de drogas na política da capital.

Resta saber se o nível se manterá ou se os pré-candidatos partirão para o jogo mais pesado, ou, como diz o ditado, “do pescoço pra baixo é canela”.

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