Carlos Bolsonaro (PL-SC), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), usou as redes sociais neste sábado (17/1) para protestar contra a prisão do pai e defender a concessão de prisão domiciliar.
Na publicação, ele comparou o caso do ex-presidente com o de outras pessoas condenadas que cumprem pena em casa, entre elas o do médico paraibano Fernando Cunha Lima, condenado por abusos sexuais contra crianças durante consultas médicas.
Carlos Bolsonaro compartilhou uma lista de doenças e comorbidades que, segundo ele, justificariam o cumprimento de eventual pena em regime domiciliar pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
No último dia 8 de janeiro, a juíza Andrea Arcoverde Cavalcanti Vaz, da Vara de Execuções Penais de João Pessoa, rejeitou um recurso do Ministério Público da Paraíba que pedia a suspensão da prisão domiciliar a Fernando Cunha Lima.
A magistrada manteve a decisão anterior, de 5 de dezembro, proferida pelo juiz Carlos Neves da Franca, que autorizou o cumprimento da pena em casa por 180 dias, alegando idade avançada, estado de saúde debilitado e parecer do estabelecimento prisional.
A juíza determinou apenas o envio do recurso ao Tribunal de Justiça da Paraíba, sem efeito suspensivo, ou seja, a prisão domiciliar do médico continua valendo enquanto o caso é analisado.