Ausente do bloquinho do Cabo, Virgolino diz que policiais não podem ser usados como “voto de cabresto”

Walber criticou associações que, segundo ele, estariam atuando com motivação partidária
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Foto: Reprodução / Luis Torres / Arapuan

Ausente do bloquinho do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL), o deputado estadual Walber Virgolino (PL) afirmou na tarde desta quinta-feira (15/1) que uma manifestação para tratar de questões da segurança pública não pode ter viés político. Ele lembrou que “a segurança pública não pertence a um, a dois, a três. A segurança pública pertence ao povo.”

Disse ainda que o próprio policial precisa lembrar que ele não tem dono. “A segurança pública pertence a cada policial, seja militar ou civil. É de interesse da população e, sobretudo, dos homens e mulheres de bem da Paraíba, que a segurança pública seja valorizada e tenha reforço. O próprio policial tem que dizer: aqui não tem dono, não. Ninguém pertence a ninguém. Aqui não é voto com cabresto”, acrescentou ao @blogmauriliojunior.

Walber também criticou associações que, segundo ele, estariam atuando com motivação partidária. “Associações não podem ter viés partidário. Não podem ter viés político. Associações e sindicatos não podem dizer assim: ‘fulaninho é quem manda aqui’. Isso afasta, isso divide.”

Sobre sua ausência no protesto, o parlamentar disse que não foi por ter um outro compromisso.

“Eu não fui pro movimento hoje, primeiro, porque eu tinha um compromisso pré-agendado. Eu tinha outra coisa pra fazer. E outra coisa: eu não participei da organização, não sabia como ia funcionar. Eu não vou me meter porque, se der certo, o louro vai pra uma pessoa. Se der errado, pode vir pra mim. Então preferi ficar de longe. Mas os próximos, com certeza, vou me programar pra ir”, concluiu.

O que aconteceu?

Flopou o bloquinho pré-eleitoral do deputado federal Cabo Gilberto (PL), já tradicional na agenda de eventos políticos da Paraíba desde 2022.

Nesta quinta-feira (15/1), o parlamentar convocou policiais para uma nova manifestação em frente à residência oficial do governador, como costuma fazer todo mês de janeiro.

Desta vez, no entanto, o público foi um fracasso.

O esvaziamento é atribuído ao maior reajuste salarial da história para todas as forças de segurança da Paraíba, anunciado no ano passado pelo governador João Azevêdo (PSB). Ao todo, o governo concedeu 20% de aumento.

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