MP dá prazo de 15 dias para consórcio apresentar arrecadação da Zona Azul em João Pessoa

O procedimento poderá resultar em recomendação ministerial ou TAC, a depender da resposta dos órgãos
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Placa da Zona Azul instalada na orla de João Pessoa — Foto: Maurílio Júnior

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) deu prazo de 15 dias para que a Prefeitura de João Pessoa e o consórcio responsável pela Zona Azul, a Sinalvida/REK Park, prestem esclarecimentos sobre o modelo de arrecadação, impacto social e obrigações contratuais do sistema de estacionamento rotativo pago na capital.

A cobrança foi formalizada durante audiência institucional realizada nesta segunda-feira (12/1), no âmbito da Notícia de Fato 001.2025.078643, que apura o modelo jurídico, operacional e contratual do serviço.

A audiência foi conduzida pela promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Social, Cláudia Cabral Cavalcante, e contou com a presença de representantes da Semob, Sead, Procuradoria-Geral do Município, CDL e do Consórcio Sinalvida/REK Park, responsável pelo serviço.

Durante a reunião, o Ministério Público solicitou os seguintes dados:

  • Estudos técnicos de impacto social sobre servidores públicos e trabalhadores do centro
  • Cronograma e critérios para criação de zonas de longa permanência
  • Políticas específicas para idosos, pessoas com deficiência e pessoas sem acesso digital
  • Dados consolidados de arrecadação, ocupação de vagas e fiscalização
  • Estudos de impacto ambiental e medidas de redução da pegada de carbono
  • Cronograma para construção do edifício-garagem previsto em contrato

A Semob informou que estuda medidas para servidores e público vulnerável, mas que ainda são necessárias portarias e estudos técnicos para efetivar mudanças.

Segundo o MPPB, o procedimento poderá resultar em recomendação ministerial ou termo de ajustamento de conduta (TAC), a depender da resposta dos órgãos.

“A cidade precisa funcionar melhor, mas sempre com respeito ao interesse público, à inclusão social e ao direito de ir e vir da população”, afirmou a promotora Cláudia Cabral.

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