Não há dúvidas de que Nenê é apaixonado pelo futebol. Aos 44 anos, com uma carreira consolidada por vários clubes e com a situação financeira resolvida, ele continua jogando claramente por prazer. Agora, acerta com o Botafogo-PB para unir esse prazer com um certo descanso.
Não me venham convencer que o Nenê, aos 44 anos, depois de ter feito tudo no futebol, passado por grandes clubes, vem para o Botafogo-PB engajado e mobilizado como se fosse um garoto no início da carreira – ou mesmo no auge dela.
Ele vem para jogar bola, ganhar seu salário e descansar em uma cidade teoricamente mais tranquila que as grandes capitais do país. Com menos jogos, menos pressão e até com a possibilidade de investir em negócios em João Pessoa.
Vejo nele um potencial novo Léo Moura.
Também chegou badalado em 2020, vindo da Série A, curiosamente também de um clube do Rio Grande do Sul (o Grêmio), e aqui apenas passou, porque não jogou.
E torcedor é um bicho besta mesmo. Você vê um jogador que passou pelo Vasco, jogou no PSG, brilhou em grandes clubes, e ainda estava disputando a Série A até outro dia, é claro que vai comemorar, celebrar, se empolgar. Isso faz parte do futebol. Mas, aos 44 anos, sinceramente, não sei se Nenê vai entregar em campo o que um dia já entregou.