Capitã Rebeca diz que não recebeu explicações sobre retirada de função e pede transparência

Capitã afirma que não foi chamada para conversar e nega impedimento legal para atuação nas ruas
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A capitã da Polícia Militar e secretária executiva da Secretaria de Segurança Urbana de João Pessoa (Semusb), Capitã Rebeca, se manifestou na noite desta quinta-feira (8) após a publicação da portaria que revogou sua designação para coordenar as ações de fiscalização da Guarda Municipal.

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Em vídeo publicado nas redes sociais, Rebeca afirmou que ainda não recebeu nenhuma explicação oficial sobre sua retirada da função e criticou a forma como a decisão foi tomada pela gestão municipal.

“Eu me calei porque até agora nenhuma explicação oficial me foi dada sobre tudo isso que vocês estão vendo acontecer. E também eu me calei porque pra mim a opinião mais importante não é de bastidor nem de gabinete, é a de vocês”, afirmou.

Ela também disse que não foi convidada para qualquer reunião ou comunicada previamente sobre a revogação. Segundo Rebeca, o argumento utilizado pelo secretário João Almeida em entrevistas não se sustenta juridicamente.

“Eu não fui chamada para nenhuma conversa, mesmo sempre tendo me colocado aberta ao diálogo. O que eu posso afirmar é que o argumento utilizado pelo secretário, nas entrevistas que ele concedeu até agora, não se sustenta. Não existe lei nenhuma que me proíba de exercer as atribuições de coordenação e fiscalização da guarda. Nada me impede de ir para a rua com a guarda”, disse.

A policial ainda afirmou que continuará atuando com firmeza e que sua trajetória no serviço público é fruto do seu trabalho. Ela classificou o episódio como reflexo da forma como a administração pública lida com o uso das redes sociais para prestação de contas.

“Eu estou aqui por conta do meu trabalho. Antes de eu ser secretária, eu já fui capitã de polícia, já fui campeã de xadrez, sou paraibana, sou guerreira, sou mulher e sou sertaneja. E caba nenhum vai apagar a minha história ou ofuscar a minha luz”, afirmou.

A capitã questionou que tipo de administração pública está sendo construída e defendeu a transparência no uso dos recursos públicos. “Os órgãos públicos são estruturas caras pagas por você que sustenta o salário de todos nós, dia após dia, com o suor do seu trabalho que paga imposto. O mínimo que nós, servidores públicos, devemos fazer é prestar contas”, concluiu.

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