Língua negra: entenda o fenômeno de esgoto que afeta praias de João Pessoa

Secretário de Meio Ambiente explicou causas do fenômeno conhecido como “língua negra” e anunciou operação de limpeza
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Despejo de esgoto na praia de Tambaú, em João Pessoa (Foto: Maurílio Júnior)

O secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welison Silveira, confirmou nesta segunda-feira (5/1) que o líquido escuro com mau cheiro despejado no mar da praia de Tambaú trata-se de esgoto, fenômeno conhecido tecnicamente como “língua negra”.

Segundo o secretário, o material chega à praia devido ao extravasamento de postos de visita do sistema de esgoto, que acabam sendo direcionados às galerias pluviais.

Veja também: Despejo de líquido escuro em praia de João Pessoa causa mau cheiro; o que dizem as autoridades

“É um fenômeno que as pessoas relatam bastante o odor e a coloração da água do mar. Acontece por extravasamento ou entupimento do sistema de esgoto, falhas nas estações elevatórias, ligações clandestinas e até por resíduos como gordura de estabelecimentos comerciais”, afirmou em entrevista à CBN.

Welison destacou que as galerias pluviais são projetadas exclusivamente para escoamento de água da chuva, e que o lançamento irregular de outros resíduos sobrecarrega o sistema, resultando em vazamentos e contaminação.

“O entupimento das galerias leva também a outro problema: alagamento nas ruas. Cada fluido tem sua destinação adequada. Não se pode lançar drenagem de piscina, água de lavanderia ou esgoto doméstico nas galerias pluviais”, acrescentou.

Diante do caso, a prefeitura anunciou o início imediato de ações de limpeza, fiscalização e adequação do sistema. Segundo o secretário, a operação foi iniciada neste domingo com a participação da Cagepa, Sudema, Ministério Público, Secretaria de Infraestrutura e Secretaria de Meio Ambiente.

“A limpeza das galerias e o desentupimento já estão sendo realizados. A ação de fiscalização conjunta começa hoje e seguirá intensificada durante todo o mês de janeiro”, disse.

Além da limpeza, o município também cobrará da Cagepa ajustes nas estações elevatórias e fiscalização dos pontos de contaminação dos rios que deságuam no mar urbano da capital.

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