Língua negra: Cagepa diz que rede funciona normalmente e responsabiliza prefeitura

Presidente da companhia afirma que esgotamento sanitário opera normalmente e que drenagem pluvial é de competência do município
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O presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcus Vinícius Neves, contestou nesta segunda-feira (5/1) as declarações do secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welison Silveira, sobre as causas do suposto fenômeno chamado de “língua negra”, o despejo de esgoto nas praias da capital.

Leia também: Língua negra: entenda o fenômeno de esgoto que afeta praias de João Pessoa

Segundo Marcus Vinícius, o sistema de esgotamento sanitário operado pela Cagepa está funcionando normalmente e não apresenta falhas estruturais que justifiquem o escurecimento das águas. Ele reforçou que a galeria pluvial não é de competência da Cagepa, mas da Prefeitura de João Pessoa.

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“Nossa rede está operando normalmente e, nos últimos dias, foi identificado apenas um registro de extravasamento de um Poço de Visita (PV), ocorrido no dia 30 de dezembro, fora da área em questão, por obstrução da rede, que foi prontamente resolvido”, afirmou.

De acordo com o presidente da Cagepa, a causa do problema pode estar ligada a ligações clandestinas de esgoto feitas diretamente nas galerias pluviais, além de falhas na limpeza e manutenção dessas estruturas, que são de responsabilidade municipal.

“A questão é complexa e não pode ser direcionada para apenas um problema. Como está a limpeza das galerias pluviais? E a continuidade da operação de contribuição e fiscalização das ligações clandestinas de esgoto na drenagem? Esse problema de ligação clandestina é histórico”, ressaltou.

O dirigente também defendeu que o debate ocorra com base em critérios técnicos e respeito às competências legais. Ele afirmou que a Cagepa está à disposição para continuar atuando em parceria com a Prefeitura e os órgãos ambientais, como já ocorre em casos anteriores.

“Casos como o do Bar dos Cuscuz, e outros semelhantes, foram resolvidos por meio de fiscalizações conjuntas, com correção das irregularidades”, disse.

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