Relator da LDO prevê calendário para emendas e piso da meta fiscal

O relator do PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias), deputado federal paraibano Gervásio Maia (PSB), acertou com a equipe econômica um ajuste no texto para permitir que o governo persiga o piso — e não o centro — da meta de resultado primário em 2026.

De acordo com a CNN Brasil, Gervásio também decidiu incluir, em nova versão de seu relatório, um calendário para o pagamento obrigatório das emendas parlamentares. Pelo menos 60% das emendas deverão ser pagas até julho.

O texto final será apresentado nesta quarta-feira (03/12) e, em seguida, votado na CMO (Comissão Mista de Orçamento). A tentativa é aprová-lo em plenário na quinta-feira (04/12).

A meta do governo para 2026 é um superávit primário de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), o que equivaleria a R$ 34,3 bilhões, já descontando gastos enquadrados como exceções — como o cálculo à parte do pagamento da maior parte dos precatórios.

O arcabouço fiscal estabelece, no entanto, uma tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos. Ou seja, no caso de 2026, uma meta que varia de zero a superávit de 0,5% do PIB.

Na prática, isso leva a equipe econômica a mirar o nível mais baixo e a contingenciar menos despesas discricionárias no orçamento.

O TCU (Tribunal de Contas da União) tem pressionado a equipe econômica recentemente, exigindo que se persiga o centro da meta.

Para dirimir dúvidas e escapar de um contingenciamento pesado na reta final do ano, o governo conseguiu aprovar recentemente um projeto para alterar a LDO de 2025.

Com isso, deixou claro que a meta pode ser dada como cumprida com o atingimento do piso da meta.

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