O deputado paraibano Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara dos Deputados, afirmou nesta quarta-feira (19) que não há perseguição política ou exilados no Brasil. A declaração foi feita durante uma sessão solene em homenagem aos 40 anos da redemocratização brasileira, marcando o aniversário da posse de José Sarney, primeiro presidente civil após o regime militar.
O parlamentar defendeu que, desde a redemocratização, o Brasil não enfrenta mais censura à imprensa, perseguições políticas ou restrições à liberdade de expressão.
“Nos últimos 40 anos, não vivemos mais as mazelas do período em que o Brasil não era democrático. Não tivemos jornais censurados, nem vozes caladas à força, não tivemos perseguições políticas, nem presos, nem exilados. Não tivemos crimes de opinião ou usurpação de garantias constitucionais. Não mais, nunca mais”, afirmou.
A fala de Hugo Motta ocorre um dia após o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciar sua licença do cargo para permanecer nos Estados Unidos, alegando receio de retornar ao Brasil e ter seu passaporte apreendido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração de Hugo Motta gerou críticas de bolsonaristas, que o criticaram por dizer o óbvio. Em grupos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, insiste-se na narrativa de que o Brasil vive sob uma ditadura, mesmo sem qualquer evidência concreta de repressão política.
Os críticos ignoram o fato de que Bolsonaro continua promovendo manifestações públicas, concedendo entrevistas e até passeando de jet ski, sem qualquer restrição à sua liberdade de movimento ou expressão.