O Ministério Público Eleitoral se manifestou nesta quinta-feira (27) pela improcedência da ação que pede a cassação do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), e do vice-prefeito, Alcindor Villarim (Podemos), por suposto abuso de poder político e econômico na contratação de servidores por excepcional interesse público no período pré-eleitoral de 2024.
A ação foi movida pela coligação “Por Uma Campina Campeã” do ex-candidato Jhonny Bezerra (PSB), que alegaram que a Prefeitura contratou 2.098 prestadores de serviço entre maio e julho de 2024, representando um aumento de 27,09% no número de servidores temporários, o que teria desequilibrado o pleito.
No parecer, o procurador regional eleitoral auxiliar, Renan Paes Felix, considerou que não houve apresentação de provas robustas que comprovassem a ligação entre as contratações e o objetivo eleitoral, além de destacar que a petição inicial não arrolou testemunhas nem apresentou documentos suficientes para comprovar o abuso.
A sentença de primeira instância já havia rejeitado o pedido, entendimento que foi mantido pelo MP Eleitoral. O parecer agora será analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), que decidirá se mantém ou não a decisão.