O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro, detalhou em depoimento como ocorreu a entrega de recursos financeiros para o grupo “kids pretos”, supostos responsáveis por planejar atentados contra autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.
Cid relatou que recebeu a solicitação de ajuda financeira do major Rafael Martins de Oliveira, que mencionou a falta de recursos para a execução do plano. Buscando alternativas, Cid procurou o general Walter Braga Netto, que sugeriu pedir apoio ao Partido Liberal (PL). No entanto, o partido negou o auxílio, alegando que não poderia fornecer apoio financeiro para manifestações ou atividades desse tipo.
De acordo com Cid, após a negativa do PL, o general Braga Netto conseguiu recursos de outra maneira. Duas semanas depois, ele entregou a Cid uma sacola de vinho contendo dinheiro, que foi repassada a Oliveira. O ex-ajudante de ordens explicou que o valor estava grampeado dentro do pacote, mas não soube precisar o montante exato. O dinheiro foi destinado aos membros do grupo, conhecidos como “kids pretos”, que seriam responsáveis pela execução do plano, conforme interceptações realizadas durante a investigação.
A quantia solicitada a Braga Netto foi de R$ 100 mil, embora Cid não tenha confirmado se esse valor estava integralmente na sacola de vinho entregue pelo ex-ministro da Defesa.